Formada em Teatro pela Uni-Rio, Elizabeth Jhin foi aluna da primeira Oficina de Roteiros da TV Globo, a convite de Flávio de Campos, seu professor de História do Teatro e Dramaturgia na faculdade. Após uma trajetória de 15 anos como colaboradora de grandes autores, foi coautora de ‘Começar de Novo’, em 2004, ao lado de Antônio Calmon, e escreveu sua primeira novela, ‘Eterna Magia’, sob a supervisão de Silvio de Abreu, em 2007. Em 2010, fez sua estreia como autora principal em ‘Escrito Nas Estrelas’. Agora, esta mineira de Belo Horizonte de jeito simples e fala mansa, mãe de dois filhos, vive uma nova estreia, com ‘Amor Eterno Amor’. Nesta obra, Elizabeth conta com a participação das colaboradoras Eliane Garcia, Lilian Garcia, Denise Bandeira, Duba Elia e a estreante Renata Jhin junto com a pesquisadora Marília Garcia.
Como surgiu a ideia da novela?
Elizabeth Jhin: Li sobre garotos que ficaram anos desaparecidos e fiquei pensando no sentimento e na angústia dessas mães. Acho que o pior do sumiço é não saber o que aconteceu. Comecei a imaginar se por acaso o filho de alguma dessas mães estivesse em algum lugar sem referência, sem o mundo da comunicação por perto, sem saber que alguém busca por ele.
De que maneira você pretende abordar a espiritualidade na trama?
Elizabeth Jhin: Procuro colocar nas minhas novelas um tipo de espiritualidade alegre, solar e luminosa. Acredito que em ‘Amor Eterno Amor’, a mensagem que fica é a da esperança que a vida continua.
Qual foi sua inspiração para criar os personagens da trama?
Elizabeth Jhin: Minhas maiores inspirações vêm da imaginação, da leitura e do ambiente ao meu redor. Por exemplo, na construção do Carlos/Rodrigo (Gabriel Braga Nunes), eu tinha acabado de assistir a um filme e aquele tipo de homem rude, que gosta de falar a verdade, mora longe de tudo e depois sofre um choque ao vir para a cidade grande me inspirou.
Vai haver uma passagem de tempo?
Elizabeth Jhin: A novela vai mostrar o Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) com nove anos e hoje em dia, trinta anos depois, na Ilha de Marajó. Temos duas grandes viradas: a primeira quando ele se muda para o Rio de Janeiro e a outra quando ele reencontra Elisa (Mayana Neiva).
É a primeira vez que Ilha de Marajó será cenário para uma novela. Como foi a escolha para a locação?
Elizabeth Jhin: É a primeira novela a ser filmada na Ilha de Marajó. É uma homenagem à minha mãe que era de Belém e sempre falava muito daquela região. Procuramos um lugar no Pará que fosse bem rústico, sem energia elétrica, bem isolado do mundo e chegamos a Marajó. Quando vi o lugar decidi que era ali. É também uma maneira de levar as pessoas a conhecerem uma parte do país pouco explorada.
Na novela, serão retratadas crianças com dons especiais. Como você mostrará isso?
Elizabeth Jhin: Clara (Klara Castanho) e Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) são crianças com dons especiais, que transmitem uma energia de mudança, transformação e renovação. Elas vão simbolizar uma busca de renovação de valores. Várias crianças e jovens na novela terão essa energia.
Os vilões são parte importante da trama. Muitas vezes temos o anti-herói, que é diferente do vilão. Nessa novela teremos um vilão?
Elizabeth Jhin: Teremos muitos vilões. A Melissa (Cassia Kis Magro), o Dimas (Luis Melo), o Fernando (Carmo Dalla Vecchia) e o Virgílio (Osmar Prado). Eles vão ser a engrenagem do mal que movimentará a novela. A Melissa é puramente má, mas tem uma ligação forte com o marido Dimas (Luis Melo), ambos têm a maldade aflorada. O Fernando é um vilão que age por amor, pela obsessão que sente por Miriam. O Virgílio não é a força que move, é só uma das peças.
Miriam, Valéria e Elisa disputarão o amor do Carlos/Rodrigo. Como se dará esta trama?
Elizabeth Jhin: Carlos (Gabriel Braga Nunes) deixa claro desde o começo que Valéria (Andréia Horta) não é um relacionamento sério. Para ele, Elisa é a esperança de um amor de vida inteira e a Miriam é um sentimento novo, inexplicável que muda seu destino.
Temos também vários núcleos engraçados como a revista ‘Cena Contemporânea’ e o prédio do ‘São Jorge’. Humor é fundamental nas suas novelas?
Elizabeth Jhin: Sem dúvida é importante e eu faço questão de sempre colocar para deixar as tramas leves e interessantes para o público. Eu adoro escrever cenas engraçadas. Acho que o telespectador precisa disso, tem que ter aquele momento de rir, achar graça e lembrar depois daquela cena.
Como é a parceria com o diretor Rogério Gomes?
Elizabeth Jhin: Me faltam palavras para descrever. É alegria, sorte, felicidade, privilégio, é tudo de bom. Eu amo trabalhar com ele. Ele entende, acrescenta, trocamos ideia o tempo inteiro. É um relacionamento que deu certo e queremos continuar com essa parceria.


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