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sábado, 3 de março de 2012

“A Vida da Gente” não inovou mas trouxe novidade para a Teledramaturgia

O drama da gente





















 A Vida da Gente – trama das seis que terminou nesta sexta, 02/03/2012 – não inovou a Teledramaturgia brasileira, mas trouxe alguma novidade para este universo. Nunca antes uma novela priorizou tramas psicológicas e diálogos em detrimento à ação. Isso lhe valeu o apelido de “novela DR” (discussão de relação). A maioria dos capítulos trouxe diálogos de pares em que se discutia o sentimento ou comportamento de algum personagem. Foi quando a autora fez uso do “personagem orelha”, aquele que pode até aconselhar e discutir, mas acima de tudo, ouve, fazendo o papel do público. É como se o personagem estivesse refletindo sobre seus atos diretamente com o telespectador. Isto trouxe um problema: a novela ficou cansativa em determinados momentos – principalmente quando não havia nenhuma ação para acontecer -, o que causou a sensação de “barriga” (momento na trama em que nada acontece).


A trama – elogiadíssima pela sensibilidade com que sua história foi apresentada – ao mesmo tempo em que emocionou a muitos, também provocou o efeito contrário em outros, que concordaram com a alcunha de “angustiante”, dada pelo Ministério da Justiça ao reclassificá-la para “não recomendada para menores de 10 anos”. Em vários momentos, diante de tantos dramas, a novela passou mesmo aquela sensação de tristeza exagerada. Faltou um maior “alívio cômico”, aquele momento em que o telespectador respira entre um drama e outro. Personagens como Seu Wilson (Luiz Serra), Nanda (Maria Eduarda), Cris (Regiane Alves) e Jonas (Paulo Betti) foram responsáveis por situações risíveis, mas que não foram suficientes diante de tanto sofrimento nos demais núcleos.
O sucesso entre os defensores de A Vida da Gente –
e o grande diferencial da novela – está no mérito dela se embasar no naturalismo em detrimento ao maniqueísmo vigente. Somados a isso, um texto bonito e emocionante, com personagens com que o público pudesse facilmente se identificar.



Novela Marisa: de mulher para mulher

Uma característica de A Vida da Gente foi a abordagem feminina em suas tramas. Os dramas eram universais, mas foram trabalhados sob a ótica feminina, evidenciados principalmente diante de personagens masculinos fracos (quando comparados com as personagens femininas). Apesar de a autora ter tratado da impotência masculina na terceira idade, este subtema serviu para movimentar o romance de Laudelino e Iná (Stênio Garcia e Nicette Bruno) onde ele era, de certa forma, dominado por ela.

Outros exemplos: Marcos (Ângelo Antônio), um homem que se sempre viveu à sombra das mulheres, Jonas, um déspota bonachão e risível, e Rodrigo (Rafael Cardoso), um fraco indeciso. Quando Lúcio (Thiago Lacerda) parecia ser um homem com um pouco mais de atitude, veio uma antiga namorada e lhe deixou a ver navios. Seu Wilson brincou de macho alfa namorando duas mulheres ao mesmo tempo, mas, descoberto, optou por uma que não hesitou em trocá-lo pela carreira. Além de parecerem submissos às mulheres, os homens tinham atitudes idiotas, o que justificava que eles ficassem sempre à mercê delas.

A Vida da Gente foi a novela das “mulheres alfa”. E mulheres dialogando de mulher para mulher.

Audiência e qualidade

Que audiência e qualidade nem sempre andam juntos, todos sabem. Uma produção como A Vida da Gente é mais uma prova disso. A novela pegou o temido período de horário de verão, em que, acredita-se, as pessoas preferem ficar até mais tarde na rua do que ligar a TV entre as 18 e 20 horas. Isto repercutiu na novela: a média geral de A Vida da Gente fechou nos 22 pontos no Ibope, menos que as últimas cinco tramas do horário – Araguaia (que também pegou o horário de verão) ficou nos 23, e Cordel Encantado, 26.

Mas vamos falar de coisa boa?

Fotografia, cenários, locações, tomadas, caracterizações, figurinos, direção de arte, trilha sonora… Não tem o que reclamar: tudo muito bonito, condizente com a proposta da novela.

Direção de atores segura num elenco irrepreensível. A disputa que se viu nas redes sociais entre os que defendiam Ana e os que torciam por Manu, movimentou o interesse pela novela mais que seu próprio ibope. E isso só ocorreu
graças ao texto de Licia Manzo e ao talento das protagonistas Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano.

Ana Beatriz Nogueira e Gisele Fróes deram um show de interpretação vivendo vilãs humanas, possíveis, cada uma dentro de sua loucura. Rafael Cardoso e Thiago Lacerda, em interpretações contidas, estiveram dentro da proposta de seus personagens. Nicette Bruno – como Iná – “divou” como há muito tempo não víamos na TV. Maria Eduarda – a Nanda – foi a grande revelação da novela, fazendo rir e emocionando o público – mérito também do texto afiado que a autora punha na boca da

personagem. Laudelino e Wilson deram graça e leveza à trama, como os velhinhos rabugentos muitas vezes, mas adoráveis. Ângelo Antônio viveu o personagem mais chato da novela e, se conseguiu esse título, foi graças à sua atuação. Também se destacaram Leonardo Medeiros, Malu Galli, Leona Cavalli, Luiz Carlos Vasconcellos, Stephany Brito, Regiane Alves, Paulo Betti – não desmerecendo nenhum outro ator do elenco. Destaque também para a menina Jesuela Moro, que encantou como Júlia, filha das protagonistas.

Acredito mesmo que Lícia Manzo tem todas as condições de escrever uma novela para o horário nobre. Só acho que as cargas dramática e cômica precisam ser mais bem dosadas.

E nem todo furo de enredo o justifica: Jonas nunca quis saber da neta? Nem nunca os pais da menina falaram do avô para ela? E no período em que a novela marasmou, Eva, Cris e Jonas poderiam ter rendido mais embates, assim como Alice e Vitória, ou mesmo um reencontro entre Vitória e Renato.

A Vida da Gente, de 26 de setembro de 2011 a 3 de março de 2012, 137 capítulos.

Novela de Lícia Manzo escrita com Álvaro Ramos, Carlos Gregório, Giovana Moraes, Marta Góes, Tati Bernardi, Dora Castellar e Daniel Adjafre.

Direção de Jayme Monjardim, Fabrício Mamberti, Teresa Lampreia, Luciano Sabino, Adriano Melo e Leonardo Nogueira


Nilson Xavier
Doutor em Teledramaturgia

Final : Ana fica com Lúcio e Manu volta com Rodrigo



Sempre recheada de emoção, A Vida da Gente não desapontou no final. Belas cenas e diálogos intensos deram o tom do último capítulo, em que se revelou, entre tantos finais, o mais aguardado de todos: as escolhas amorosas de Ana (Fernanda Vasconcellos), Lúcio (Thiago Lacerda), Manu (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso).
Ao som de 'Oração ao Tempo', o público viu Ana ficar com Lúcio e Manu com Rodrigo. Durante o processo de internação de Júlia (Jesuela Moro), Rodrigo viu que o seu verdadeiro amor, aquela com quem gostaria de passar o resto dos seus dias, é Manu.
Ao ver a força da confeiteira em apoiar a filha, sua coragem de enfrentar um transplante e salvar a vida da pequena, o arquiteto lembrou de todos os bons momentos que passou ao lado da amada e, após o sucesso da cirurgia, encheu Manuela de beijos.
Já Ana encontrou em Lúcio o amor que sempre sonhou para sua vida. Um homem forte, sincero, dedicado e que, acima de tudo, amasse Júlia como um pai. O médico esteve ao lado da menina durante sua doença, e não saiu do lado da família em momento
algum. O amor por Júlia uniu o quarteto de maneira que, com um mesmo objetivo, todos lutassem pela recuperação dela. Rodrigo e Lúcio se acertaram, Ana procurou Manu e as irmãs voltaram a se falar como antes.
Ou seja, a doença de Júlia, de certa forma, foi a cura de todos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Fernanda Vasconcellos revela ser muito diferente de Ana

'Até me considero uma pessoa emotiva, mas enfrento meus problemas de outra forma', analisa a atriz


Completamente envolvida e dedicada a passar emoção na pele de Ana, Fernanda Vasconcellos é muito diferente na vida particular, mas nem por isso deixa de sofrer com o drama encarado pela ex-tenista em A Vida da Gente. Chegando nesta sexta,
ao capítulo final da novela de Lícia Manzo, a atriz faz um balanço da trama até agora, comenta o que está por vir e revela que o maior amor da vida de Ana é Manu (Marjorie Estiano).
“É muito difícil palpitar sobre com quem ela deve ficar no final. O Lúcio (Thiago Lacerda) e o Rodrigo (Rafael Cardoso) são dois personagens muito diferentes e lindos. Dois caras do bem, um mais maduro e o outro tem uma filha com ela. Acho que o amor mais bonito da novela é o das duas irmãs. A Ana e a Manu são almas gêmeas. Espero que elas se entendam”.


Mas antes de se conciliar com Manu, a atriz acredita que Ana precisa se descobrir para alcançar a felicidade. “Como ficou muito tempo em coma, a Ana está passando por muita dificuldade de adaptação. Ela não consegue ter uma reflexão madura, porque tem as memórias da adolescência e tudo é muito confuso. Não é uma luta só para se impor, ela está tendo que reconhecer as pessoas em volta, que mudaram com a passagem do tempo, e ainda tentando entender se os sentimentos que tinha ainda existem”, avalia.
As dificuldades de Ana não param por aí. Para a atriz, o momento mais difícil da personagem vai ser a nova relação com a filha. “Ela virou a mãe-madrasta e com isso se sente culpada. Acho que para a mulher isso é muito difícil, porque a mãe sempre carrega a culpa de tudo que acontece com o filho. No caso da Ana, ela se sente fracassada ao ver que não consegue reverter os problemas que enfrenta com a Júlia (Jesuela Moro). Fico mexida depois das cenas porque acabamos entrando em contato com a própria dor para emprestar ao personagem. É exaustivo”, desabafa.
Mas exaustão mesmo a atriz enfrentou no início da trama. Para ela, mais difícil do que encenar as emoções de Ana foi enfrentar os desafios físicos que a personagem exigiu. “Na vida pessoal não sou nada chorona. Quem tem uma facilidade muito grande de chorar é a Ana. Porque ela vive com os sentimentos no limite, sente angústia. Somos muito diferentes. Até me considero uma pessoa emotiva, mas enfrento meus problemas de outra forma. Com certeza para mim o momento mais difícil foi no início das gravações no Ushuaia (Argentina), em que o corpo quase sofria hipotermia com as baixas temperaturas. Também teve a sequência do tênis em que eu ficava esgotada em ter que correr de um lado para o outro sob um sol forte”, completa.


Faltando um mês e meio para a novela acabar, Fernanda só deseja uma coisa para Ana: “Ela merece ser feliz. É uma pessoa muito boa e doce. Em momento nenhum se distanciou de nada, tentou sempre ajudar todos que estavam a sua volta e enxergou aos outros até mais do que a si mesma. Só se enxergando é que ela vai conseguir ser feliz”, conclui.

'Teve gente que falou que se fosse minha irmã me estapeava', diz Marjorie Estiano



Traição, drama, choro, riso, cumplicidade. A Vida da Gente chega ao seu último Capítulo , nesta sexta, com uma mistura de sentimentos intensos que envolve o público e faz a trama ser sucesso de audiência. Apaixonada pela novela e, em especial, por sua personagem, Marjorie Estiano se diverte com os questionamentos do público e conta que tem recebido os mais variados comentários por onde passa.

“Acho que desde o início as pessoas gostaram da Manuela, por causa da relação que ela tinha com a avó e os problemas que enfrentava com a mãe. Existiu um acolhimento à personagem. Depois que aconteceu o envolvimento com o Rodrigo (Rafael Cardoso), eu senti que as pessoas ficavam constrangidas. Achavam a atitude errada, criticavam mas, ao mesmo tempo, não enxergavam maldade. Teve gente que falou que se fosse minha irmã me estapeava. Outras pessoas disseram que foi ela quem fez aquele homem, que deu estrutura a ele”.

Marjorie entende essa divisão de opiniões, mas admite que também se sentiria traída se fosse Manu. “Particularmente, o que me deixaria mais chateada nessa relação toda é o fato de ela ter procurado os dois (Ana e Rodrigo) tentando resolver a situação de uma forma clara, leal e fiel aos sentimentos, e não ter tido essa mesma energia deles. Entendo que cada um encara de uma maneira, alguns podem ter medo mas, com certeza, eu ficaria muito magoada com a situação”.
Depois de ter que transformar a personagem, inicialmente delicada e frágil, em uma mulher forte e agora amargurada, a atriz lembra que todos vivem mudanças na vida real, e precisam tirar lições. “Esse é um momento que todo mundo passa um dia: perder a ingenuidade. Parar de achar que uma pessoa que você ama muito nunca vai te magoar. Essa é uma coisa que acontece. Você deve fazer outras leituras dessa amargura, ter um olhar distanciado para entender o que aconteceu, e acho que a Manuela vai chegar nesse ponto”.

Mas se Manu vai realmente ficar com Rodrigo, só o tempo vai dizer. Marjorie acredita que a relação dos dois pode sim ser retomada. “Acho que antes de qualquer coisa, a Ana (Fernanda Vasconcellos) e o Rodrigo precisam descobrir qual é a relação deles”.
Faltando um mês e meio para a novela chegar ao final, Marjorie enche a boca para dizer que a personagem foi um presente, e revela que desenvolveu seu lado materno. “A novela retrata situações tão cotidianas, como o primeiro dia de aula, as lições de casa, cozinhar junto... Eu mesma já pedi para a minha mãe para quebrar os ovos (risos). A gente se identifica com aquilo. Dá vontade de ser mãe mas, ao mesmo tempo, acho que ainda não é o momento. A Manuela faz parte de um crescimento pessoal muito grande. Estou muito realizada em fazer parte dessa trama. É um conjunto que deu muito certo: elenco, trilha, direção, texto, luz. Fica clichê falar do trabalho em equipe, mas realmente é esse trabalho em conjunto que funcionou”, elogia.

‘Nem sempre uma pessoa está 100% certa e outra 100% errada’, Lícia Manzo


Feliz com o sucesso de sua primeira novela, a autora conta que a descoberta do equilíbrio será a chave para os desfechos de Ana, Rodrigo, Manu e Lúcio


Realização é o sentimento que define o estado de Lícia Manzo, autora de A Vida da Gente, que está em sua última semana. A novela, que mexeu com o coração de telespectadores, muitos deles por verem suas emoções refletidas nas histórias dos personagens, apresenta seus derradeiros capítulos contabilizando enorme sucesso de público.

Em entrevista exclusiva concedida ao site da novela, Lícia faz um balanço sobre sua primeira novela e dá dicas de como será os destinos dos protagonistas da trama.


1 – Qual o saldo da sua primeira novela? O texto, a direção e as atuações foram elogiados do início ao fim.
Qual é a sua avaliação?

Fiquei muito feliz com a novela e acredito que a comunicação alcançada deve-se em grande parte à equipe maravilhosa que tivemos a sorte, a bênção, de conseguir reunir. De fato, texto, atores e direção; penso que as três bases deste tripé eram fortes, sólidas, e por isso, o resultado foi tão interessante.

2 – O destino de algum personagem foi diferente do que você imaginava? Alguma história teve impacto além do esperado?

Sim, várias histórias vão se tecendo à medida em que a novela se desenha. Nesse sentido, é um pouco como a vida, que vai se desdobrando ao longo do tempo, sem que saibamos previamente todas as respostas. Laura (Vanessa Lóes) e Gabriel (Eriberto Leão), por exemplo, não eram inicialmente previstos, mas se tornaram necessários à medida em que a trama se desenrolava. Com relação ao impacto ou repercussão inesperada de algum núcleo ou personagem, diria que a divisão apaixonada do público entre Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) foi de fato surpreendente para mim. E também muito inspirador, porque deflagrava a complexidade da questão, e evidenciava que na vida nem sempre uma pessoa está 100% certa, e outra 100 % errada. Todo mundo erra e acerta, todo mundo alterna força e coragem, generosidade, egoísmo, grandeza, mesquinhez, decisões mais ou menos sábias, enfim, tudo faz parte de todos nós. E, ao exibir os erros de ambas, sem caracterizar uma ou outra como 'má' ou 'errada', penso que humanizamos as personagens, e as aproximamos de algo mais real ou reconhecível.

3 – Os telespectadores e internautas tiveram uma identificação muito grande com a trama de A Vida da Gente. Você acha que a realidade do texto e a contemporaneidade do tema foram os fatores principais. A que você atribui esse fenômeno?

De fato, procurei buscar no cotidiano os temas que iria tratar. Não busquei grandes assuntos, ao contrário: queria buscar no bastidor diário e doméstico de cada um, pequenos dramas, sem importância aparente, mas que acabam compondo a vida de todos nós.


4 – Você poderia dar algumas dicas sobre os destinos de Ana, Lúcio, Rodrigo e Manu?

 Posso dizer que os quatro terão, juntos, a oportunidade de um amadurecimento e, a partir de então, irão encontrar um equilíbrio.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Manuela e Ana se reconciliam em "A Vida da Gente"


Depois de tantos meses brigando, Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano) finalmente irão se reconciliar em "A Vida da Gente" (Globo). A iniciativa será da doceira. Por causa da doença de Júlia (Jesuela Moro), que está com hepatite, Rodrigo (Rafael Cardoso) e as irmãs terão que se unir para ficar ao lado da criança. Após exames, ficou decidido que Manuela doará parte de seu fígado para a sobrinha. No quarto do hospital, a menina comemora com a família e com Lúcio (Thiago Lacerda) a união de suas mães.

 "Estou tão feliz porque o remedinho que vai curar minha barriga é a mamãe Manu e porque as minhas mães fizeram as pazes", comenta a menina.
 Abalada, Manu sai do quarto com Iná (Nicette Bruno) e afirma à avó que não pode mais ficar sem falar com a irmã. "Viu o que a Júlia falou? Ela sentiu alguma coisa e acho que ela está certa. Acho que nosso amor pela Júlia une a gente pra vida inteira.
 Ela é minha irmã, tem algo mais forte que nos une", dirá a doceira. Emocionada, Iná aconselha a neta a falar tudo o que está sentindo para Ana, antes da cirurgia.
 Ela então chama a ex-tenista e a filha mais nova de Eva (Ana Beatriz Nogueira) tenta se desculpar, mais uma vez, pela traição.
 "Queria te pedir desculpas", diz Ana. "Não fala nada, só me abraça", pede Manu. A cena está programada para ir ao ar no dia 29.